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segunda-feira, 10 de outubro de 2011

Dicas para uma boa redação no Enem

Competências expressas na matriz de referência para a Redação

Objetivo:

A proposta da Redação do Enem é elaborada de forma a possibilitar que os participantes, a partir de uma situação problema e de subsídios oferecidos, realizem uma reflexão escrita sobre um tema de ordem política, social ou cultural, produzindo um texto de tipo dissertativo-argumentativo.

Competências:

I - Demonstrar domínio da norma padrão da língua.
II - Compreender a proposta da redação e aplicar conceitos das várias áreas de conhecimento para desenvolver o tema, dentro dos limites estruturais do texto dissertativo-argumentativo.
III – Selecionar, relacionar, organizar e interpretar informações, fatos, opiniões e argumentos em defesa de um ponto de vista.
IV - Demonstrar conhecimento dos mecanismos linguísticos necessários para a construção da argumentação.
V - Elaborar proposta de solução para o problema abordado, respeitando os valores humanos e considerando a diversidade sociocultural.

Dicas


  • Leia os textos da coletânea com atenção e apreenda o recorte temático efetuado por eles.

  • Relacione tais textos com o modo como a proposta temática foi formulada. Lembre-se de que a abordagem do tema na redação deve corresponder às expectativas da banca a respeito do encaminhamento da questão.

  • Você pode usar as ideias expostas nos textos da coletânea, mas apropriando-se delas em seu discurso, e não copiando. Tenha, no entanto, o cuidado de não fazer só isso: mostre reflexão pessoal.

  • Encare sempre o tema como um problema, ainda que não esteja expresso dessa forma na elaboração da proposta.

  • Após compreender o tema e o recorte já efetuado pelos textos de apoio, formule sua tese, ou seja, delimite seu ponto de vista sobre a questão problematizada.

  • Em seguida, faça o esquema lógico de seu texto, isto é, busque três argumentos (ou ideias) que desenvolvam sua tese, seu ponto de vista, de modo pertinente, consistente e coerente. Lembre-se de ordená-los de modo a garantir a natural sucessão das ideias, a progressão temática.

  • Ao elaborar a introdução, procure apresentar o tema de forma clara e, preferencialmente, apresente desde já a tese. Evite digressões iniciais para que o avaliador perceba com facilidade que o texto se inscreve no tema proposto.

  • Ao argumentar, lembre-se de que os argumentos se ligam à tese, e essa, ao tema.

  • Evite simplesmente descrever ou exemplificar:lembre-se de que tais procedimentos devem ser usados para sustentar o argumento, não valendo como tal.

  • Prefira argumentos com o máximo de relevância possível, ou seja, de conhecimento geral, que garantam consenso em torno deles, que não sejam generalização, opiniões ou falácias.

  • A argumentação é o momento da apresentar fatos. O espaço da opinião é a tese defendida e sustentada pelos fatos (argumentos).

  • Se necessário, lance mão (no início dos parágrafos) de conectivos e elementos de coesão sequencial ( por exemplo: “além desse fato”, outro aspecto”, “no entanto”, como consequência”, “por essa razão”, “desse modo” etc,) que esclareçam a progressão temática, sobretudo se achar que o vínculo semântico entre as ideias de cada parágrafo não estiver muito claro.

  • Busque usar vocabulário que seja de seu domínio, mas evite coloquialismos.

  • A conclusão não deve conter ideia nova, uma vez que é o resultado lógico da reflexão acerca das ideias já apresentadas.

  • No caso do Enem, é necessário que sejam lançadas propostas de intervenção na realidade, ou seja, de solução de problema enfocado.Tais propostas serão pontuadas quanto à sua coerência com o desenvolvimento e quanto ao seu grau de especificidade.

  • As propostas podem estar apresentadas no corpo da argumentação ou, preferencialmente, na conclusão.

  • Não se esqueça de que a argumentação e o lançamento de propostas de solução devem respeitar a diversidade sociocultural, os direitos humanos e as questões relativas à cidadania.

  • Faça rascunho e, ao passar a limpo, confira, principalmente, a ortografia, a concordância, a regência (crase) e a colocação pronominal e evite a repetição vocabular.

  • Use letra bem legível e não rasure, se possível.

  • Não se esqueça de atribuir ao seu texto um título interessante e pertinente ao tema.

  • Procure usar elementos coesivos claros e específicos (cuidado com o uso disseminado do “isso”, “por isso”, “tudo isso”).

  • Evite influência da oralidade, como nas expressões “literalmente”, “fora de hora”, “até porque”, “tipo”, “sem dúvida”, “pra”, “é complicado”, “é claro”, “acontece que”, “por incrível que pareça” etc.

  • Atenção à colocação pronominal: lembre-se de que “que” e “não” são “atrativos” do pronome (“que se disse, “não se disse”). Lembre-se também de que não se começa frase com pronome oblíquo.

  • Atenção à regência dos verbos e nomes, principalmente quando se usa o “que” (“momento em que”; “filme a que se assistiu” etc).

  • Cuidado com a repetição vocabular e de conectivos como “porém” e “pois”. Aliás, evite começar período com esses conectivos;

  • Evite utilizar modalizadores que expressem julgamentos tais como “infelizmente”, “lamentavelmente”, “obviamente”, “curiosamente” etc.

  • Não se esqueça: embora creem e veem tenham perdido o acento, têm e vêm, na 3ª pessoa do plural continuam acentuados.

  • Respeitem as funções anafóricas e catafóricas do esse (e flexões) e do este (e flexões), respectivamente.

  • Prefira o ele/ela, se o elemento coesivo for sujeito, em vez de “o mesmo”/ “a mesma”, que soam deselegante.

  • Lembre-se de que exemplo não é argumento. A exemplificação é estratégia para dar consistência e clareza ao argumento, mas não basta por si só.

  • Atenção à confusão entre “afim” (semelhante) e “ a fim (ter por finalidade).

  • Não use “algo” de maneira indiscriminada ( em vez de “coisa”, usa-se “algo”), gerando imprecisão e demonstrando pobreza vocabular.

  • Cuidado com a legibilidade do seu texto.

  • Evite imprecisões como o “etc” , “assim por diante”, “outros mais”.

  • Cuidado com o uso da vírgula para separar sujeito de predicado, sobretudo quando o sujeito é longo.


Orientações



  • Diferencie título de tema;

  • Organização dos parágrafos;

  • Não fugir do tema;

  • Respeitar a quantidade de linhas;

  • Cuidado com a repetição de ideias;

  • Argumentação ( defender a tese);

  • Não contar história ( nem como exemplo),pois não é narração e sim dissertação;

  • Não esperar temas óbvios e nem relacionados a notícias do momento , estão ligados à percepção crítica da nossa realidade;

  • A leitura de artigos de opinião é sempre bem interessante porque ajudam a percepção crítica dos acontecimentos;

  • Não basta ao aluno saber o que está acontecendo no Brasil e no mundo; ele deve saber se posicionar de forma reflexiva e crítica sobre todos os assuntos;

  • Serão apresentados temas que gerem abordagens e questionamentos;

  • Lembre-se que uma dissertação é composta de no mínimo três parágrafos;

  • O primeiro parágrafo aborda o tema de uma maneira geral;

  • Sua argumentação (tese) pode ser apresentada em mais de um parágrafo, mas cuidado com a repetição e procure não fugir do tema, isso pode zerar sua redação;

  • A conclusão é a ratificação do argumento feito nos parágrafos anteriores.


Cinco redações nota DEZ



http://educacao.uol.com.br/portugues/cinco-redacoes-nota-dez-veja-porque-esses-textos-foram-bem-avaliados.jhtm

segunda-feira, 5 de abril de 2010

Sinonímia

É a relação que se estabelece entre duas palavras ou mais que apresentam significados iguais ou semelhantes - SINÔNIMOS.

Ex.:
Cômico - engraçado
Débil - fraco, frágil
Distante - afastado, remoto

sábado, 3 de abril de 2010

Antonímia

É a relação que se estabelece entre duas palavras ou mais que apresentam significados diferentes, contrários - ANTÔNIMOS.

Ex.:
Economizar - gastar
Bem - mal
Bom - ruim

sexta-feira, 2 de abril de 2010

Biografia, obras e estilo literário

Monteiro Lobato

Monteiro Lobato: o precursor da literatura infantil no Brasil

Contista, ensaísta e tradutor, este grande nome da literatura brasileira nasceu na cidade de Taubaté, interior de São Paulo, no ano de 1882. Formado em Direito, atuou como promotor público até se tornar fazendeiro, após receber herança deixada pelo avô. Diante de um novo estilo de vida, Lobato passou a publicar seus primeiros contos em jornais e revistas, sendo que, posteriormente, reuniu uma série deles em Urupês, obra prima deste famoso escritor.
Em uma época em que os livros brasileiros eram editados em Paris ou Lisboa, Monteiro Lobato tornou-se também editor, passando a editar livros também no Brasil. Com isso, ele implantou uma série de renovações nos livros didáticos e infantis.


Este notável escritor é bastante conhecido entre as crianças, pois se dedicou a um estilo de escrita com linguagem simples onde realidade e fantasia estão lado a lado. Pode-se dizer que ele foi o precursor da literatura infantil no Brasil.


Suas personagens mais conhecidas são: Emília, uma boneca de pano com sentimento e idéias independentes; Pedrinho, personagem que o autor se identifica quando criança; Visconde de Sabugosa, a sabia espiga de milho que tem atitudes de adulto, Cuca, vilã que aterroriza a todos do sítio, Saci Pererê e outras personagens que fazem parte da inesquecível obra: O Sítio do Pica-Pau Amarelo, que até hoje encanta muitas crianças e adultos.


Escreveu ainda outras incríveis obras infantis, como: A Menina do Nariz Arrebitado, O Saci, Fábulas do Marquês de Rabicó, Aventuras do Príncipe, Noivado de Narizinho, O Pó de Pirlimpimpim, Reinações de Narizinho, As Caçadas de Pedrinho, Emília no País da Gramática, Memórias da Emília, O Poço do Visconde, O Pica-Pau Amarelo e A Chave do Tamanho.
Fora os livros infantis, este escritor brasileiro escreveu outras obras literárias, tais como: O Choque das Raças, Urupês, A Barca de Gleyre e o Escândalo do Petróleo. Neste último livro, demonstra todo seu nacionalismo, posicionando-se totalmente favorável a exploração do petróleo apenas por empresas brasileiras.


No ano de 1948, o Brasil perdeu este grande talento que tanto contribuiu com o desenvolvimento de nossa literatura.

Homonímia

É a relação entre duas ou mais palavras que, apesar de possuírem significados diferentes, possuem a mesma estrutura fonológica - HOMÔNIMOS.

As homônimas podem ser:

Homógrafas heterofônicas ( ou homógrafas) - são as palavras iguais na escrita e diferentes na pronúncia.
Ex.: gosto ( substantivo) - gosto (1.ª pess.sing. pres. ind. - verbo gostar)
Conserto ( substantivo) - conserto (1.ª pess.sing. pres. ind. - verbo consertar)

Homófonas heterográficas ( ou homófonas) - são as palavras iguais na pronúncia e diferentes na escrita.
Ex.: cela (substantivo) - sela ( verbo)
Cessão (substantivo) - sessão (substantivo)
Cerrar (verbo) - serrar ( verbo)

Homófonas homográficas ( ou homônimos perfeitos) - são as palavras iguais na pronúncia e na escrita.
Ex.: cura (verbo) - cura ( substantivo)
Verão ( verbo) - verão ( substantivo)
Cedo ( verbo ) - cedo (advérbio)

Paronímia

É a relação que se estabelece entre duas ou mais palavras que possuem significados diferentes, mas são muito parecidas na pronúncia e na escrita - PARÔNIMOS.

Ex.:
cavaleiro - cavalheiro
Absolver - absorver
Comprimento - cumprimento

Polissemia

É a propriedade que uma mesma palavra tem de apresentar vários significados.

Ex.: Ele ocupa um alto posto na empresa.
Abasteci meu carro no posto da esquina.
Os convites eram de graça.
Os fiéis agradecem a graça recebida.

quinta-feira, 1 de abril de 2010

Curiosidades Língua Portuguesa

A pronúncia certa é disenteria, e não desinteria.